sábado, 29 de junho de 2013

O LAR – A IMPORTÂNCIA DA CONVERSA EM FAMÍLIA


Enquanto tentava tirar uma soneca (siesta) após o almoço fui interrompida por um quebra pau em família, daqueles. Não. Não era nenhuma família vizinha. Meus vizinhos são todos muito urbanos e discretos. O quebra pau que rolou foi de uma família de periquitos instalada no alto de uma palmeira em frente à minha janela. Da conversa, não entendi nada, mas pelo tom foi dura. Assunto encerrado, tudo voltou ao normal.
A convivência e consequente conversa fazem parte do cotidiano de todo ser vivo. O ditado popular diz que é conversando que as pessoas se entendem. Eu acrescento:- E, a ordem e o respeito são restabelecidos. O papel dos pais e avós junto às crianças e adolescentes, ou seus representantes – professores e educadores – está sendo desvirtuado e esquecido. Uma letargia ou descompromisso vem sendo cultivado e até incentivado por apelos que incutem idéias de liberdade sem responsabilidade; o bate papo em família é necessário, mas está relegado para segundo plano e muitas vezes considerado ‘careta’.
Como vimos no inicio do texto, até os animais –os ditos irracionais – conversam com sua prole; há hierarquia e regras a ser respeitadas; há reprimendas severas e até punições aos rebeldes que quebram as regras, bem como premiação e afagos carinhosos e de reconciliação depois de restabelecida a ordem. Só os seres humanos  acham que podem driblar as regras, pensam que sabem tudo e que ninguém lhes pode ditar regras – ficarão frustrados (?) ou com algum trauma (?) se forem contrariados... Alguns se recusam a crescer e insistem em contrariar sua natureza. Os resultados  assustam pela falta de limites a que se chegou sob a capa da impunidade, da tolerância, dos pseudo direitos humanos de quem está a transgredir as leis; e, pior, há leis que protegem esses fora da lei.
A educação sistematizada peca pelo descaso aos princípios básicos que regem o comportamento de todos os seres vivos. Já viram uma família de macacos, ou de gorilas? E uma família de cães ou gatos com seus filhotes? Quem já teve a oportunidade de ver uma galinha com seus pintainhos? – Pois bem. Todos eles tem incutido instintivamente em seu comportamento os conceitos de hierarquia, do que é certo – errado, do pode ou não pode, da hora de brincar, descansar, do aconchego, de alimentar-se,  de aprender para se tornar independente, do respeito mútuo, etc. Estranha, e muito, que o ser humano se auto dispense desses mínimos e elementares conceitos básicos que permitem a sobrevivência da espécie.
LAR – no sentido figurado lar corresponde a família, aconchego que agasalha, acolhe, protege, acalenta, anima, reforça a afetividade e companheirismo vai muito além das quatro paredes. A harmonização da egregora  familiar opera milagres. As modernidades tem dado as costas a essa mágica tenda de milagres. A lareira é a laje onde se acende o fogo no lar.
Falam em meio ambiente, respeito à mãe natureza, a toda forma de vida. Esquecem que a família humana também faz parte do meio ambiente, e, cada um, como membro de uma família, seu ponto de referencia, não pode desrespeitar, ignorar ou menosprezar.
O hábito da conversa em família deve ser revalorizado, pois cabe a ela em primeiro lugar incutir através do  bate papo, os princípios básicos da convivência em sociedade; orientar, repreender, e se preciso for, até punir; estabelecer limites, exercer o direito de impor a hierarquia paterna em primeiro lugar são deveres paternos. A obediência é um dever filial.

Pais. Vocês sabem onde estão seus filhos, com quem andam, o que pensam, quais verdades estão aprendendo nas ruas? É normal que os jovens se entusiasmem com palavras de ordem, slogans, histórias contadas por pessoas que praticam a memória seletiva, e pelos apelos do momento. Se lhes faltar o orientação em família, saibam que o poder de sugestão externa costuma ser muito forte e eles são presas fáceis.