sábado, 28 de setembro de 2013

NOTAS E OBSERVAÇÕES: - O BRASIL GANHA 300 MIL ANALFABETOS EM UM ANO!


Analfabetismo em alta! Eles estão conseguindo. Entre a promessa de um ‘Um Brasil Alfabetizado’ e a realidade temos um descaso, ou melhor, dizendo, um programa de desmonte do que funcionava em educação, agindo a pleno vapor. Portanto, para nós que acompanhamos todo o processo de ‘modernização’ do ensino público neste país, não é nenhuma novidade esse resultado. Suponho que muito do que foi feito, o foi com muito boas intenções. Os resultados são o oposto do desejado; conseguiram emburrecer uma geração toda com efeitos difíceis de serem corrigidos em curto prazo. Além das escolas sucateadas, professores desvalorizados, mais a errônea política de inclusão com crianças indo cada vez mais cedo para a escola, a escola para todos financiadas com ‘bolsas’ improdutivas, proibição dos pais educarem seus filhos em casa, etc., temos a nova pedagogia priorizando comportamentos e ignorando ou menosprezando conhecimento de conteúdos. Há alguns anos vi na internet uma convocação de professores para ir fazer cursos em Havana (!). Aprender o que, lá? Português é que não era. Já ouvi o ministro da educação acenar com a possibilidade de importar professores... Bem, cada um é livre para fazer de sua vida o que quiser. No entanto, em matéria de educação ninguém tem o direito de impor conceitos e valores contrários às tradições de nossa Pátria.
A seguir citamos algumas das alterações no processo educativo que hoje colhe os frutos do aumento do analfabetismo, até na Universidade. Professores de etapas superiores, ou se dedicam a ensinar o básico que deveria ter sido aprendido pelos alunos desde o primeiro ano escolar, ou baixam o nível dos conteúdos das diferentes disciplinas.
- A frequencia do aluno passou a contar pontos na avaliação. Resultado negativo: o aluno passou a se desinteressar pelas aulas; bastava estar de corpo presente.
- Uso do conceito (ótimo, bom, regular, péssimo) em vez de nota de zero a dez.
- Trabalhos em grupo. Se por um lado ‘socializa’ e motiva uns, os preguiçosos são os privilegiados sem nada fazer a não ser, muitas vezes fornecer o papel para escrever o trabalho.
- Fim do exame de admissão – ao ginásio e colegial – um desafio que exigia estudo e dedicação para vencer etapas. Alunos gostam de desafios. Eles precisam de motivações.
- Adoção de provas com questões de múltipla escolha: assinale com um ‘X’ a resposta correta. (nota: - ‘X’ era a assinatura do analfabeto... aí está o resultado!). Neste item observamos que em Didática a recomendação é de reforçar o conceito do certo, correto; numa prova de múltipla escolha há 4 questões erradas e uma certa. A falta de maturidade da criança e do jovem tende a criar confusão mental diante das sutilezas das propostas apresentadas. Em geral o aluno acaba chutando a resposta e muitas vezes, acerta. Isso não traduz conhecimento.
- Aprovação automática, fim da avaliação continuada e tarefas para realizar em casa. Aluno que não tem que dar retorno do que lhe foi ensinado tende a relaxar e se acomodar, especialmente aqueles que não têm um acompanhamento em casa por parte dos pais.
- Currículos escolares têm sido alterados, para pior. Exemplos: A) fim do ensino de latim – básico para o aprendizado e entendimento da língua pátria. B) Dicionário (pai dos burros) está esquecido ou foi definitivamente aposentado. O conhecimento do vocabulário de cada disciplina é básico para um bom aprendizado. C) A aceitação de linguagem errada com a desculpa que faz parte da realidade do aluno impede a assimilação de outros conhecimentos e de outras realidades que podem fazer a diferença na sua formação profissional. D) Uso de livros didáticos padronizados – tipo apostilas descartáveis e de baixa qualidade. E, o fim de leitura dos clássicos que permitem uma ampliação do universo de idéias e do uso da linguagem, trouxe um empobrecimento geral à escola pública.
Para finalizar, o professor tem sido pressionado para aprovar mesmo que o aluno não saiba o conteúdo ensinado nas diferentes disciplinas. Resumo: o aluno que se acomodava e se aproveitava das novas facilidades tinha que ser promovido, pois caso contrário o Professor com maior número de alunos reprovados perdia  suas férias fazendo cursos de reciclagem.
- O que você faria? Submeter-se- ia ou mudaria de profissão?

Há lições que custam caro!