quarta-feira, 20 de novembro de 2013

SUSTENTABILIDADE – AMBIENTALISTAS – ATIVISTAS – GOVERNOS E INTERESSES.


Na luta pela sobrevivência vence o mais forte, o mais inteligente, aquele que tem maior capacidade de adaptação e, no caso dos políticos, os mais espertos.
Meio ambiente é  todo e qualquer lugar no globo terrestre – desde as escuras profundidades dos mares, cavernas, grutas, aos lençóis aquiferos e bacias hidrográficas, às matas, desertos, savanas, montanhas com picos nevados, pântanos, salinas, continentes, regiões polares, etc., habitados pelo homem ou só dominados pelos elementos naturais, pela fauna e flora. Sem esquecer de todo o invólucro atmosférico que nos rodeia.
O homem ocupa apenas  de 3% a 7% desse espaço segundo pesquisas. Há uma relação de integração entre tudo – nada é estático – e a transformação é permanente. Embora nossos sentidos percebam ‘n’ eventos, sempre haverá outros ‘n+1’ ocorrendo. O ser humano é apenas mais um no contexto geral.
Sustentabilidade e ambientalismo são palavras que dão visibilidade e tem poder quase mágico no dias atuais. Muitos políticos tem ganho visibilidade graças à bandeira ambientalista e da ‘sustentabilidade’, mesmo sem saber bem do que se trata.
A prisão de ativistas do Greenpeace ao realizar uma manifestação no Ártico movimentou a imprensa; entre os prisioneiros, a presença de uma ativista brasileira que fazia parte do grupo. Segundo as leis russas eles cometeram um crime. Segundo os ativistas, eles apenas estão defendendo o meio ambiente. O Greenpeace tem verbas suficientes para cobrir os custos de tal ação e arcar com as multas e fianças que venham a ser impostas.
Greenpeace, WWF e Worldwath Institute, entre outros nomes, são organizações com um foco de viés de caráter mais político e que se dedicam a divulgar pesquisas sobre o meio ambiente; elas tem interesses nas consequencias politicas e nas decisões resultantes dessas pesquisas. Em geral visam promover decisões que sejam vantajosas para seus membros, seus financiadores e simpatizantes, quanto à defesa do meio ambiente: florestas, diversidade de espécies, restauração do meio natural e rígido controle de substancias químicas.
Uma das táticas para atingir seus objetivos é pressionar governos os políticos que acabam defendendo seus interesses. As verdadeiras intenções de suas políticas ambientais ficam ocultas.
A  foto recente de um lindo bloco de gelo de azul magnifico (água leve – sem deutério) desprendido da região Ártica ativou uma lembrança. Foi uma curiosidade de revista voltada para o turismo aos países nórdicos. Era sobre uma casa especializada em venda de água engarrafada. A casa oferecia desde águas das fontes locais, a águas importadas das mais variadas regiões do mundo cujos preços oscilavam conforme a procedência. A mais cara era a água das geleiras árticas (!) Isso mesmo. Gelo coletado nas geleiras do ártico, derretido e engarrafado para consumo humano. Um assunto leva a outro, e, lá na década de 1970, numa outra revista geográfica, havia uma reportagem mostrando como os países de clima árido da península arábica coletavam e comboiavam para seus portos no mar Vermelho, os imensos blocos de gelo desprendido das geleiras da Antártida. Gelo, água doce  para consumo humano.

O que todas as noticias mostram ao cidadão comum é a ponta do ‘iceberg’ das geleiras da desinformação. Não só em relação ao meio ambiente como também em politica, economia e tudo o mais. O grau de comoção depende da forma como tudo é apresentado.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

LIÇÕES QUE CUSTAM CARO – BRASIL: - UMA AULA DE REFORÇO EM ÉTICA, MORAL E CÍVISMO.

Os dias se sucedem e sempre renovamos a esperança de que nosso país possa se orgulhar de seus cidadãos e estes de sua Pátria, de suas instituições e de seus valores éticos, morais e de um civismo acima de interesses particulares ou corporativistas.
Ainda não dá para fazer uma avaliação completa sobre os custos de 28 anos de abertura política e volta ao regime democrático.
Sábado assistimos a uma lição de que numa democracia todos são iguais perante a Lei. Dilma silenciou. Lula se recusou a falar. A prudência falou mais alto. Segundo J. Arias (El País) Lula, pressionado por jornalistas, apenas disse: “Quem sou eu para julgar uma decisão do Supremo?” Mas continua disposto e dar sua opinião sobre o que foi o mensalão, no futuro. Com o mensaleiro Pizzolato fora do país, tudo pode acontecer...
A abertura política e a anistia foram gerais. Ela deu voz a quem queria falar. Deu poder a quem queria poder. Deu liberdade a quem queria voar. Depois, naturalmente chegou a hora de avaliar os resultados dos procedimentos de cada um. Como há pessoas que não aprendem nunca, o final para elas não poderia ser muito feliz. Esse é apenas um capítulo da história que está sendo contada.
Quanto custou esta lição? Para o país, naturalmente trouxe muitos prejuízos pela estagnação e sucateamento de toda uma infra-estrutura que estava em andamento e não teve continuidade nem manutenção. Para a população o prejuízo foi geral: educação, violência, saúde, etc.
Na Educação - não bastasse todo o desmonte realizado nestes anos, o pior mesmo foi o viés ideológico utilizado além da pirotecnia do aluno na universidade sem ter base para tal. Em fevereiro haverá em Brasília uma Conferencia Nacional de Educação – vêm mais reformas aí!
Saúde - Faltam médicos? - Faltam médicos, professores, engenheiros, etc., trabalhadores qualificados e também aquele com um mínimo de conhecimentos básicos para trabalhar num canteiro de obras qualquer.
Chega a ser cômico dizer que atendentes da área de saúde tenham que servir de intérpretes/tradutores para médicos estrangeiros...
População carcerária – A prisão de políticos expôs ainda mais o sistema carcerário do país. O Brasil com 548.000 detentos ocupa o quarto lugar atrás dos EEUU (2.239.751), China (1.640.000) e Rússia (681.600) presos, Enquanto a Suécia vai fechar quatro presídios por falta de detentos.
O Brasil enfrenta não só superlotação carcerária, como tem uma estrutura com tal precariedade que foi preciso reformar o presídio da Papuda (DF) - para dar um mínimo de conforto aos ilustres detentos – mesmo que seja com água fria no chuveiro! - se bem que o clima no planalto central permite banho tépido, de graça, entre 11 e 16 horas.
Também não há colônias agrícolas em número suficiente para receber  reeducandos do regime semi aberto. Até para recuperar cidadãos condenados pela justiça falta vontade política! Não basta investir em jatinhos para transporte de prisioneiros. A República não começou ontem. Esse descaso deve ser cultural...
A corrupção e os Valores Culturais – Os valores culturais têm impacto sobre o que as pessoas pensam de si próprias, do seu entorno do seu lugar na sociedade, no trabalho, família, grupo religioso, político, etc.
Nas culturas individualistas as pessoas se preocupam com seu trabalho, o ganho, as promoções, etc. – O sistema capitalista representa esse tipo de cultura. Nas culturas coletivistas como no Japão, dão mais importância ao convívio na empresa, à fidelidade, estabilidade, a relação chefe x empregado para garantir segurança e comprometimento. Já nos países muito hierarquizados – árabes, russos, Índia, China – os indivíduos se acomodam à situação que se lhes oferece, aceitando instruções de supervisores – na base do ‘sim senhor’.
Conclusões - Somos uma cultura individualista? Ou seremos coletivistas? Talvez sejamos mais acomodados do que individualistas ou coletivistas.
É sobre essa indefinição de uma cultura multifacetada que tem reinado a ação da corrupção no país. A figura do chefe, do líder, do pai, do mandachuva, do coronel, do político de um lado, e, do outro lado, o povão a espera que o governo faça tudo. Com isso aqueles que ganharam voz e vez transformaram a máquina do Estado num mostrengo, que, para sustentá-lo, passaram a usar de sua autoridade para cobrar impostos de quem trabalha e produz, e embolsar gordas quantias.
Baseados num falso conceito de direitos, os cidadãos, ora punidos, não aprenderam a lição e insistem em se fazer de vítimas acusando a justiça  de arbitraria.

Hoje é o dia da Bandeira. Não basta empunhar a Bandeira verde amarela em dia de festa. Ela deve estar hasteada 24 horas por dia na alma de cada um. Falta civismo. Falta o verdadeiro sentimento de patriotismo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É O MUNDO MELHOR OU PIOR? - O MUNDO – 1900 – 2050: CADA VEZ MELHOR. (Bjorn Lomborg)


Conforme prometi ontem, segue abaixo a tradução para o português do artigo publicado no blog do ambientalista Bjorn Lomborg. É uma avaliação geral feita pelo autor da pesquisa realizada sobre quanto custaram os problemas do mundo após ouvir ambientalistas pessimistas e os otimistas.

É o mundo melhor ou pior?

Podemos resolver o debate sobre os desafios globais, tais como mudança climática, com um objetivo de controle, diz a ambientalista cética
Durante o último meio século, o debate fundamental sobre o estado do mundo se desenrolava entre otimistas e pessimistas. Os pessimistas para fundamentar seu ponto de vista sobre superpopulação, fome e a exaustão de recursos. Os otimistas a se basear na infalibilidade da economia de mercado.
Em 1970, tendendo ao  pessimismo  de Paul Ehrlich, biólogo da população na Universidade de Stanford, na Califórnia, previu que, em 1999, a população do EUA seria  reduzida para 22 milhões de pessoas que viviam com 2400 calorias/dia – o que corresponde a 2560 calorias, média africana atual.O Economista Julian Simon, seu homólogo no campo otimista,  alegremente afirmou que tudo estava melhorando.
O debate ainda ocorre em nossa consciência coletiva. A tendencia imediatista instintiva de todos é de, se nos alinhamos com o pessimista ou com o otimista; e, com uma seleção quase infinita das estatísticas disponíveis, qualquer um pode escolher provas para confirmar a sua posição.
Não seria bom em primeiro lugar remover os óculos escuros ou os cor de rosa e tentar quantificar como o mundo realmente tem feito e vai fazer no futuro? Perguntei a alguns dos principais economistas para fazer exatamente isso. O resultado é um livro inovador, quanto custaram problemas do mundo? Painel de controle, de 1900 até 2050 .
A idéia básica era medir o dano causado por vários problemas em uma escala comparável, sem a oportunidade de concentrar-se em áreas particulares ou estatísticas que reforçam um ponto de vista ou outro.
Para cada problema, colaboradores quantificam os danos causados à humanidade e ao planeta desde 1900 até hoje, e qual a projeção do que vai acontecer daqui até 2050. Observe a poluição do ar. Quantas mortes e destruição causaram em 1900 ou em 2013? E qual a projeção dos seus danos para 2050.
Isto, então, traduzimos em dólares, usando o padrão de estimativas para o valor da  vida humana. Enquanto este conceito pode parecer estranho, é usado regularmente como uma forma de orientar a política - por exemplo, o valor de vidas humanas salvas compensam o custo da instalação de barreiras de segurança de estrada? Para obter o tamanho relativo do problema, em comparação com o total dos recursos disponíveis para lidar com ele, para chegar a uma percentagem do PIB per capita para cada um.
Claro, o PIB não é uma medida perfeita. Mas é um indicador amplamente utilizado e robusto. Correlaciona fortemente com medidas mais desejáveis, incluindo educação, saúde, democracia, falta de corrupção, a pobreza e o índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas.
Não fomos capazes de avaliar todos os desafios que a humanidade enfrenta, mas acho que o que a maioria concorda que a lista inclui 10 dos mais importantes: poluição, mudança climática, conflitos, educação, desigualdade de gênero, saúde, perda de biodiversidade, desnutrição, barreiras comerciais e água e saneamento de ar.
Para muitos destes, a nossa é a primeira avaliação económica da totalidade do problema. Espero que isto vai inspirar outros para cobrir outras áreas, como recursos, infra-estrutura e corrupção.
Então, o que mostra a pesquisa? Que nem os otimistas, nem os pessimistas estão completamente corretos. Mas o otimista ganha por pontos  - a maioria dos indicadores está indo na direção certa.
Alguns destes são óbvios, como saúde e educação - vivemos muito mais tempo e com melhor educação. O custo dos problemas de saúde no ano de 1900 foi um fenomenal 32 por cento do PIB mundial. Hoje, é cerca de 11% e para o ano 2050 lá será metade novamente.
Alguns não são tão óbvios. Olhe a poluição do ar. A poluição atmosférica tornou-se pior no mundo em desenvolvimento, mas  melhorou no mundo desenvolvido, não menos por causa da legislação ambiental. O maior problema, no entanto, é o uso de combustíveis sujos poluentes para cozinhar e aquecer, especialmente nos países em desenvolvimento. Isto diminuiu rapidamente, o que significa que, em geral, diminuiu os prejuízos devidos à poluição do ar. Em 1900, a poluição atmosférica custara 23% do PIB; hoje é de cerca de 6% e provavelmente será reduzida para 4 por cento pelo ano de 2050.
Aquecimento global é misto.. Atualmente é um benefício certo, principalmente porque aumentou o dióxido de carbono na atmosfera impulsionando a agricultura. Isto ampliou o impacto positivo de 0,8 % do PIB. Aquecimento moderado previne mais mortes por frio do que as causadas pelo calor. Também reduz a demanda por calefação, mas aumenta o custo de refrigeração. Juntos, eles adicionaram mais 0,4%.
Por outro lado, o aquecimento aumenta o estresse hídrico em perto de 0,2 por cento do PIB e afeta negativamente os ecossistemas como zonas úmidas cerca de 0.1 por cento. Aumenta o aquecimento global ainda mais, os lucros estão diminuindo e aumentando os custos. Diminuir benefícios agrícolas, aumentados custos impactos ascensão e ecossistema de resfriamento, o efeito global se tornará negativo, embora fora do prazo de 2050.
Biodiversidade é complicada. De 1900 a 2000, houve uma perda definitiva devido a maior colonização humana na natureza. Isto foi compensado  em parte pelo aumento da produção agrícola, mas não o suficiente. A perda total é cerca de 1 por cento do PIB.
No entanto, a nossa previsão é que nos próximos 50 anos, os seres humanos irão danificar  menos e a agricultura torna-se mais produtiva. Muitas das partes mais ricas do mundo a reflorestar. No total, é provável que haja um lucro líquido muito pequeno.
Claro, o grande debate entre otimistas e pessimistas não está resolvido por um único livro. Mas conseguir dados comparáveis pela primeira vez através de algumas questões mais importantes poderia facilitar a realidade, para focar a conversação sobre algo que realmente importa.

Este artigo foi publicado sob o título "Razões para estar alegre".


Bjorn Lomborg é o diretor da O Copenhagen consensus Center na Dinamarca, assistente de Professor na Copenhagen Business School e editor do quanto eles custaram problemas do mundo? Painel de controle, de 1900 até 2050 (Cambridge University Press)

domingo, 17 de novembro de 2013

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – É O MUNDO MELHOR OU PIOR? – OU RAZÕES PARA ESTAR ALEGRE.


Sustentabilidade continua a ser a fala dos ambientalistas que querem tomar conta do planeta custe o que custar. Está ocorrendo a 19ª Sessão da Conferencia das Partes (COP – 19) reunida em Varsóvia visando preparar o terreno para o novo acordo climático de 2015. À cada tragédia como a que ocorreu nas Filipinas já vem os alarmistas apontando o dedo ao culpado – o homem e às emissões de CO2. Como sempre, a ladainha que domina é a dos que só vêem o mundo pelo lado pior.
Aproveito para fazer uma ressalva no texto que publiquei sobre a passagem do tufão Haiyan que atingiu as Filipinas. Tenho sido uma crítica às constantes notícias alarmistas sobre as mudanças climáticas. Por isso aqui vão dados posteriores que considero confiáveis:
- “De acordo com os dados oficiais os ventos atingiram 235 km por hora com picos de 275 km/h quando chegou à terra. Segundo estas medições, Haiyan é comparável a um furacão forte da categoria 4 nos EUA, quase no topo da categoria, e perto da 5”. (Joe Bastardi – meteorologista).
É o tipo de tufões que foi muito frequente na Pequena Idade Glacial, obviamente não influenciados pelo “aquecimento global de origem humano”. Assim indica a reconstrução paleo-climática dos furacões que atingiram a China nos períodos de 1660–1680 e 1850–1880.
Eu já deveria saber que a cada tempestade forte, notícias apocalípticas são jogadas literalmente aos quatro ventos e os comentários se encarregam de transforma a notícia  numa verdade imbatível. Coincidentemente recebi um e-mail com textos do blog de Bjorn Lomborg – com um artigo intitulado “Razões para estar alegre”.
Duas citações do ambientalista:
- “Durante séculos, os otimistas e pessimistas têm argumentado sobre o estado do mundo, muitas vezes escolhem fatos e histórias para apresentar uma grande narrativa de declínio ou progresso. Aqui está uma maneira racional. Medimos o problema da desigualdade de gênero, a poluição em percentagem do PIB. Isso faz com que todos os problemas sejam comparáveis, através do tempo e temas”.
– A armadilha política climática: - “Políticas de hoje para combater o clima mudam o custo muito mais do que os benefícios que eles produzem. Infelizmente, más escolhas políticas muitas vezes fazem essas políticas ainda menos rentáveis”.

Concordamos com sua postura de que é necessário um debate sério entre os otimistas e os pessimistas para chegar a dados confiáveis sobre se o mundo no período 1900 – 2050: -  será cada vez melhor e não pior.


Estou traduzindo o artigo ‘O mundo 1900-2050: cada vez melhor’ (Bjorn Lomborg – 14-10-2013) - para postar na segunda feira. Até lá.

sábado, 16 de novembro de 2013

15- NOVEMBRO – 2013 – UM ATO DO SUPREMO PARA FICAR NA HISTÓRIA.

Quando se propagava que o feriadão da Proclamação da República havia interrompido o andamento de execuções das penas dos mensaleiros, o ministro do STJ – Joaquim Barbosa – numa demonstração de responsabilidade surpreendeu a nação com a decretação das primeiras prisões dos réus já condenados.
Nada mais justo que num país onde a democracia é uma conquista dos cidadãos, que todos os cidadãos, inclusive os políticos, uma vez julgados, após ampla defesa, tudo feito às claras, cumpram suas penas. São políticos presos – em cadeias para ‘políticos’, segundo nota da imprensa.
O anúncio da execução das penas, a apresentação dos condenados de acordo com as Leis brasileiras, soou como uma esperança. Esperança de que, embora tarde, a justiça se faça e que as instituições prevaleçam.
A fuga para a Itália do Sr. Pizzolato, um dos réus do Mensalão, abre a perspectiva de uma continuidade das investigações; é claro que há muito mais a esclarecer sobre o assunto.
Muito há ainda por fazer, não só em relação a esse julgamento. O modelo político vicioso com partidos que de democracia só entendem o que lhes convém em termos de alternância de poder, precisa ser mudado. Digamos, ‘aperfeiçoado’ como costumam dizer os lideres políticos.  A ação deletéria de grupos sem consciência patriótica precisa de um basta. 
Nossa repulsa não é contra este ou aquele cidadão que desmereceu a confiança dos cidadãos brasileiros. É contra a falsidade e contra a mentira acintosa do comportamento desses indivíduos ora em evidência e de seus seguidores.
Que o simbolismo deste ato -

- ‘Seja um pálio de luz desdobrado / Sob a larga amplidão destes céus / Este canto rebel  que o passado/ Vem remir dos mais torpes labéus’ ...

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

BRASIL REPÚBLICA – SÉCULO XXI – ‘NÓS E ELES’... A DIVERSIDADE NOSSA.


Como República somos um país jovem. Como país descoberto/achado, nem tanto. E o povo que aqui vive não saiu do nada. Aprendemos desde antes de ir para os bancos escolares, que no Brasil vivem povos oriundos das mais diversas regiões do mundo e de todas as etnias. Cada um tem sua cultura, suas tradições, seus costumes, em fim, tem uma mentalidade diversificada e muitas virtudes e vícios (também) que para cá foram trazidos pelas caravelas e embarcações a vapor que cruzaram o Atlântico desde o século XV/XVI... Estamos no século XXI e não param de afluir cidadãos.
Todos os nascidos no país, ou que aqui se radicaram, são brasileiros. Temos, no entanto, vários brasis. Não só o rico e o pobre; o litorâneo e o do sertão, o da floresta, mas há expressões naturais de dominação de diferentes grupos de acordo com suas origens. São brasis tão distintos como o que ocorre na União Européia, dentro do Continente Europeu. De certa forma o Brasil também é um continente, que tem na lingua pátria a sua unidade; no mais, reina a diversidade. O gaúcho dos pampas, o catarinense das serras, o paranaense do planalto, o paulista, o carioca, o mineiro, o baiano, o nordestino, o pantaneiro, o amanuense, etc... tem características próprias cujas raizes ultrapassam fronteiras, tal qual os negros, os mestiços e os nativos que também tem sua diversidade marcante, e que costumam ser tratados de forma generalizada. Este povo da nação brasileira forma um verdadeiro quebra cabeças; na verdade é uma colcha de retalhos, que como retalhos tem sua consistencia, cor,  textura, qualidades, etc.
Os politicos oportunistas, tanto do passado como do presente, que se assenhorearam do poder e que do alto de sua soberba não querem reconhecer que, como Nação livre e independente, é preciso uma nova mentalidade na forma de conduzir o país.
O modelo está esgotado. A alternância no poder tem sido mais do mesmo, com raras exceções, desde a Proclamação da República - data que hoje se comemora - tem-se limitado a troca de pessoas cuja mentalidade está mais próxima dos tempos da Casa Grande e Senzala do que de uma República Democrática Federativa e Independente. O cultivo da desunião entre os cidadãos brasileiros tem ganho uma dimensão pouco cristã e menos democrática, com forte acento de ditatorialismo castrador e intimidador.
O ‘nós e eles’ dos que querem reescrever a história de forma oportunista não promove o progresso nem a união. O modelo está esgotado de há tempo. Eleições democráticas, só serão democráticas se houver oportunidade para que novas expressões de diferentes regiões também ocupem cargos majoritários na República. Um regime parlamentarista, por exemplo, com mais flexibilidade na troca de pessoas que resultem incompetentes, seria uma solução.
Notamos que, após a abertura politica  a mentalidade dos governantes oscilou entre o chororô da seca e a pujança do sudeste / paulista. O Brasil é muito mais do que isso. É a esse detalhe que quero chegar. Mentalidade nova incluindo lideranças com mais verde amarelo e menos regionalismos. O país precisa respirar e vivenciar ventos novos com predominio de uma mentalidade que  tenha um olhar mais universalista do Brasil, que tenham os pés no chão, projetos viáveis e, principalmente tenham capacidade para realizá-los.
Lembrete cívico -  Da Abertura Política com eleições indiretas até o presente momento tivemos os seguintes governantes:
Presidente – Tancredo de Almeida Neves –mineiro- (faleceu antes de tomar posse). Assumiu o Vice – José Ribamar da Costa Sarney. (1985 a 1989) (maranhense).
NOVA REPÚBLICA - Eleições Diretas:
 1º Presidente – Fernando Affonso Collor de Mello (1989 – 1992) – (alagoano) -sofreu impeachment. Foi substituído pelo Vice: Itamar Augusto Cautiero Franco (1992 – 1994). (baiano)
2º/3º Presidente – Fernando Henrique Cardoso – (RJ) -exerceu dois mandatos consecutivos (1994 – 2002) – Vice: Marcos Maciel (pernambucano)
4º/5º Presidente – Luiz Inácio Lula da Silva – (pernambucano) - exerceu dois mandatos consecutivos (2002 a 2010);  Vice: José Alencar da Silva (mineiro).

6º Presidente – Dilma  Rousseff – ( 2011 – a......) – (mineira) - Vice: Michel Temer (paulista).

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AS ÚLTIMAS - O MENSALÃO E OUTROS ASSUNTOS


Mensalão - Parabéns aos Ministros do STJ que não se intimidaram e decidiram colocar um ponto final à novela do julgamento dos mensaleiros. Gilmar Mendes denunciou as manobras para adiar indefinidamente as conclusões e consequentes condenações. Já o Ministro Joaquim Barbosa, conduziu da melhor forma possível a sessão que levou a decisão de que os condenados sejam presos imediatamente.
Alguns ameaçam recorrer ao tribunal internacional de direitos humanos (!). A fala do seu representante,, em passagem no Brasil, deixou bem claro que eles têm o direito de recorrer, porém, aquele tribunal “não reverte sentenças” (sic). Portanto, que cada um assuma a parte que lhes compete já. A lei é igual para todos.
Promessas – o Lula promete falar o que ele pensa sobre o julgamento do Mensalão.  Soube que o Ministro Joaquim Barbosa prometeu dizer tudo o que se passou nos bastidores do tribunal durante todo o andamento do processo. Aguardemos.
Exumação do corpo do ex-presidente Jango – Mais seriedade e menos exibicionismo é o que falta aos que querem reescrever a história conforme lhes convém. Uma lástima que haja pessoas parasitas da sociedade que, não tendo nada melhor para oferecer, se dediquem a perturbar até aos mortos. Certamente é porque a consciência deles não está tranquila...
 IPTU (SP) -  alto para os ricos, redução para os pobres... Mas, e os impostos embutidos nos alimentos, nos serviços e nos bens de consumo em geral? Esses incidem na mesma proporção para ricos e pobres – na verdade, mais para os pobres que vivem de salários ou aposentadorias que não acompanham a inflação que só o governo não quer ver. O ‘complô’ ou o cerco a quem trabalha e aos que já contribuíram com seu trabalho, é uma imoralidade. Ser rico não é pecado nem crime, quando o cidadão com sua inteligência e trabalho produtivo conseguiu uma situação econômica compatível com sua função.
Ter um imóvel para morar não é renda – é capital imobilizado.

Conclusões – O Brasil precisa urgentemente encontrar o seu ‘Bergloglio’ – Francisco -, que, a exemplo o Papa, se dedique a reverter a vergonhosa situação que assola o país. Basta de tanta corrupção, falso moralismo, e principalmente dessa política social oportunista e desagregadora da sociedade que cada dia ganha mais terreno.