sábado, 19 de abril de 2014

O SIMBOLISMO DA CRUZ ATRAVÉS DOS TEMPOS – CRUZ DE SAN BENITO


Em nossa cultura a cruz está associada ao cristianismo e como instrumento de suplicio. Esse símbolo é utilizado impresso ou representado em sua forma de dois madeiros com diversas modalidades de disposição dos braços incluindo a figura do crucificado e com legendas. Como peça decorativa, joia ou de significado artístico e religioso, a Cruz acompanha o ser humano desde tempos remotos. Está na coroa de reis e rainhas, em emblemas de Nações e instituições, na cúpula de Igrejas, se constituem em majestosos Cruzeiros ou em singelas marcas à beira de estradas. O próprio homem, ao abrir os braços torna-se o próprio símbolo como o é o Cristo Redentor no alto do Corcovado no RJ.
Porém, a cruz é um símbolo que antecede em muito o cristianismo. Esse símbolo está presente em todas as culturas da antiguidade, tanto do Velho Mundo, do Oriente e na América entre os povos Indígenas, com significados outros que não o do suplicio e da crucificação.  Foi no início do século oito, no tempo de Adriano, que a Cruz foi adotada com o simbolismo do homem na cruz em substituição da antiga representação do Cristo como o Cordeiro.
Nas Igrejas primitivas somente a cruz era usada em sua forma simples, ou associada com o Carneiro; nelas havia um pavimento em forma de grande mosaico com um circulo próximo à porta de entrada. O centro era marcado pelo cruzamento de duas linhas, e era nesse ponto que o neófito deveria fazer sua primeira prostração; ele indicava a Rota – daí a leitura feita com as quatro letras: Rota, Taro, Tora, Ator. > O Caminho.
Seu significado muito anterior está relacionado com a direção dos quadrantes: Norte, Sul, Leste, Oeste. Também com os quatro elementos: Fogo, Ar, Água, Terra.

O Símbolo da Cruz e sua representação: - a mais simples representação é de dois braços como a Cruz de Lorena, ou de Carava. Há também a Cruz Florescida cujos braços terminam em forma de flor de Lis. A Cruz Gamada – Suástica (dextra); a cruz Latina que tem um braço maior que o outro. A cruz grega com quatro braços iguais; a Cruz Vermelha sobre fundo branco > símbolo de neutralidade de ambulâncias conforme a Convenção de Genebra. A Cruz de Malta (São Jorge) com quatro braços iguais que se alargam nas extremidades; a cruz de Santo André em forma de ‘X’; a Cruz de Santo Antonio em forma de ‘T’.

A Cruz de San Benito representada numa das faces da Medalha é acompanhada com a inscrição de letras sintetizando uma fórmula para exorcismo. A cruz de San Benito é usada como proteção segura contra os malefícios e manifestações demoníacas. 
No braço vertical temos as letras C. S. S. M. L. e na horizontal as letras: N. D. S. M. D. cujo significado é: Vertical > ‘Cruz Sancta Sit Mihi Lux, Non Draco Sit Mihi Dux’.
 Na faixa oval que circunda a cruz estão as iniciais das palavras do exorcismo e da pregação: - ‘Vade Retro Satana, Nunquan Suade Mihi Vana; Sunt Mala Quae Libus, Ipsa Venena Bibas”. (Retrocede Satanás! Não me persuadas com coisas vãs. Bebe tu mesmo teus venenos. AMÉM.) 
 Na figura ilustrativa da Medalha e Cruz de San Benito que acompanha o texto do livro “Regla Del Gran Patriarca de San Benito’ – (cp. VIII – Madrid -1885) notamos que as letras estão dispostas de forma a indicar o sinal da cruz feito pelo exorcista: começa ao alto com o V. e aí termina com o A  de Amém.  Seguem as letras  em ordem contrária --- B. V. I. (Bebe tu teus venenos) ditos após as palavras em frente ao braço esquerdo da cruz: L. Q. M. S. R. (parecem estar embaralhados, porém estão na sequencia do movimento feito pelo exorcista); estes são seguidos de outros símbolos  abaixo e à direita. Portanto o V (Vade) do inicio tem ao lado o A (Amém) fim da bendição.
Nos quatro ângulos temos as letras: C. S. P. B. > Cruz de Padre San Benito.


Todos os símbolos religiosos, através dos tempos, foram sagrados para muitas pessoas ocultando o verdadeiro simbolismo esotérico. Eles nos remetem a um ponto de convergência da crença Universal de que há algo mais do que esta vida e que é essa a meta de todo ser humano.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

NÃO BASTA DEBATER MACONHA – É PRECISO EDUCAR E CONSCIENTIZAR JOVENS E A SOCIEDADE SOBRE OS MALES QUE ELA CAUSA.


Na entrevista com o presidente do Uruguai, onde o uso da maconha deve ser oficializado, ele afirma que o problema maior é o tráfico e não o usuário; é uma visão limitada, quase que uma confissão de que a sociedade falhou, que os governos não sabem o que fazer.
Existe o tráfico porque há consumidores do produto. Quando o traficante ficar falando sozinho, a coisa muda. E para se chegar a esse estágio não é fazendo concorrência com ele que se vai ganhar a guerra, mas é preciso mudar o enfoque do problema. 
Não há o que debater como pedem jovens e pessoas fora da realidade.
É preciso ensinar o que é droga, de forma curta e direta: droga vicia; droga prejudica a saúde física e mental do viciado; droga afeta não só ao consumidor, mas à família e à sociedade; droga MATA!
Ninguém nasce sabendo, portanto é um trabalho diário o de ensinar, educar, conscientizar, chamar o jovem para a realidade. Quanto maior numero de jovens conscientes dessa realidade houver, melhor; eles podem ser multiplicadores da informação para que chegue ao maior numero de pessoas evitando que os menos avisados caiam vitimas da tentação do uso (social...) da droga. Falo por experiência e agradeço a essa informação constante que tive em meu tempo.
Droga sempre existiu  e traficantes também – não da forma ostensiva de hoje, mas existia. Os usuários o são por absoluta falta de conhecimento e de uma constante orientação adequada. Desde criança soube que há drogas e o mal que elas fazem. Em tempos de estudante havia a informação adequada de forma direta, sem meias palavras, no momento oportuno, através dos diferentes professores e disciplinas: cigarros, bebidas, drogas, medicamentos. Mais tarde vieram as informações sobre anfetaminas, às ‘bolinhas’ e drogas mais pesadas. O alerta era constante, sem neuroses, porém com firmeza, especialmente quando havia festinhas e bailes estudantis, e no carnaval. As recomendações incluíam não aceitar bebidas, inclusive água, sem ter segurança do que iria beber ou comer.
As drogas começaram a circular com maior intensidade a partir do fim dos anos 50 por influencia dos festivais de rock nos EEUU e dos protestos contra a guerra do Vietnã; os jovens americanos que tivessem fumado maconha não eram convocados para a guerra. Com isso a droga ganhou uma auréola de misticismo e falso pacifismo. O uso de drogas, como forma de protesto, soava como música aos ouvidos de uma geração de alienados – os alternativos; não se davam conta do real perigo que corriam ao mergulhar de cabeça no vicio. Em paralelo, aumentou a promiscuidade que levou a disseminação de doenças, à prostituição e de falta de respeito pelo próprio corpo.
Hoje existe uma complexa estrutura do crime organizado tendo a droga como um dos produtos mais valiosos. Na outra ponta temos os usuários,  vitimas da curiosidade, da desinformação e da falta de uma política educacional que priorize o cidadão, especialmente o jovem, livrando-o dessa dominação perversa através de uma informação correta.
Entre muitos outros casos semelhantes, seguem três exemplos de  como o cidadão hoje está indefeso por falta de uma política educacional séria e  isso tem contribuído para que muitos jovens sejam vitimas das drogas.
1º.  Caso - Um jovem pobre se encantou com a amizade de um ‘filhinho de papai’ que lhe ofereceu a chance de ganhar dinheiro vendendo drogas que ele adquiria na capital. O jovem foi apanhado pela policia e preso por tráfico; o ‘filhinho de papai’ nada sofreu; ele pagou um advogado e a mãe viúva ficou agradecida porque o filho permaneceu na cadeia local e ela podia visitá-lo. 2º. Caso - Um rapaz que, por força da profissão, tinha acesso a todo tipo de medicamentos controlados; ele não resistiu à curiosidade e começou a experimentar; viciado, não conseguindo livrar-se das drogas e, envergonhado perante a família e a sociedade, suicidou-se. 3º. Caso – um jovem médico, numa noite de carnaval, enquanto se divertia com a família no salão, teve a droga colocada no refrigerante que estava sobre a mesa; sem saber, ao se servir do refrigerante, a dose foi tal que teve uma parada cardíaca, e não resistiu.
Considero este 3º. Caso o mais trágico, pois nos dois casos anteriores os jovens tiveram a oportunidade de usar o livre arbítrio enquanto que neste caso a pessoa foi vitima de maldade de terceiros. Infelizmente muitos jovens acabam viciados por esse processo de receberem pequenas doses sem saber até que acabam viciados quando não tem problemas irreversíveis de coma e morte.

A reboque da onda mística do ‘não faça a guerra, faça a paz’, os jovens e os governos estão perdendo a guerra para as drogas e para o tráfico. Não há o que debater. É preciso contra atacar; agir, usar a tática da informação correta para que os jovens tenham suas armas de defesa pessoal. A guerra não está perdida!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

LUA VERMELHA NO CÉU – GUERRAS E CONFLITOS NA TERRA

Eclipse Lunar especial – o da Lua Vermelha – algo bonito e diferente para se ver nos céus. Segundo alguns, um sinal de grandes mudanças aqui na terra. Mudanças! Elas acontecem todos os dias. Umas são boas, outras são catastróficas; vão desde as naturais às econômicas e sociais incluindo guerras e conflitos de toda espécie. O planeta terra não é um lugar tranquilo, não!
O pouco que nos chega, via alta tecnologia, em tempo real, já é de perder o fôlego: Ucrânia, Crimeia, Venezuela, Síria, refugiados, terremotos, incêndios, vulcões explodindo, e mais o que vai pelo Brasil.

Ucrânia  & Rússia –  O país está em crise e à beira de uma guerra civil e as tensões internas e mundiais aumentam. Assisti parte da entrevista (2ª. feira - Roda Viva – TV Cultura) com o embaixador da Ucrânia no Brasil. A informação básica: - ‘Havia um compromisso de campanha eleitoral do presidente deposto de atender as reivindicações da população para uma aproximação com a União Européia. O não cumprimento da promessa eleitoral desencadeou o conflito’. Disse haver mais de cem etnias no país. Que eu saiba, na antiga URSS todo Ucraniano também tinha cidadania russa e o russo era o idioma oficial. Portanto, boa parte da atual população ucraniana tem uma espécie de dupla cidadania: é ucraniano, mas também é russo...

Petrobrás – uma caixa de surpresas atrás de outra, e cada uma mais complicada que a anterior. Pelas informações, os americanos também sabem fazer ‘negócios da China’. Não basta os atuais dirigentes admitirem que a compra da refinaria de Pasadena foi um mau negócio. É preciso responsabilizar os envolvidos e recuperar os prejuízos causados à empresa e ao país. Monteiro Lobato foi preso no governo Vargas por suas idéias sobre o petróleo brasileiro. Se fosse vivo, certamente reescreveria “O Poço do Visconde” com outros personagens e muitos episódios marcantes e pouco nobres.

A COPA DAS COPAS – recebi um artigo publicado pela revista France Football’ sob o titulo ‘Peur sur Le Mondial’ com uma visão nua e crua sobre o Brasil em vésperas de realizar um evento esportivo do quilate de uma copa mundial de futebol. Infelizmente não dá para rebater nada do que eles dizem. No Brasil está tudo atrasado e não será terminado tão cedo apesar dos gastos astronômicos. Os protestos contra a realização da Copa continuam; os black blocks  e as depredações continuam acontecendo, incluindo atos inaceitáveis como queimar a bandeira do Brasil.

Entendo que haja descontentamento contra os cartolas e políticos incompetentes que assumiram um compromisso de tal envergadura e não fizeram sua obrigação. Denunciar e protestar são um direito dos cidadãos. Mas praticar vandalismo e provocar a desordem como continua a acontecer NÃO!  

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SEMANA SANTA - SEMANA MAIOR – GRANDE SEMANA


– “Minha vida está adormecida? Onde está meu coração? (Papa Francisco – chamando os fiéis para a reflexãoDomingo de Ramos)

Semana Santa ou Grande Semana, ou Semana maior. A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se iniciou ontem com a celebração do Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 
DOMINGO DE RAMOS - A celebração deste dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento.
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro). Ele se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo – Sábado de Aleluia. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.

Na QUINTA-FEIRA SANTA celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual. À noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor; também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: - “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

Na SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor.
Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão. Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo. O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas, confiante.
Segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador: - “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”. A comunhão é o quarto momento onde se revive a morte do Senhor; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.

Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver  intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.

A Semana Santa se encerra com no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus.

A VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há nenhuma celebração.
À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sua vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.


A Páscoa é o ressuscitar de um novo tempo. Um momento festivo e de confraternização.

domingo, 13 de abril de 2014

A SOCIEDADE PERFEITA - QUE TIPO DE SOCIEDADE SERIA IDEAL PARA VOCÊ?


Sonhar é permitido e muitos se encantam com a ideia de construir uma sociedade perfeita, aquela do ‘dolce far niente’, ou em outras palavras, o paraíso aqui na terra. A pergunta feita em um artigo de El País, de que tipo de sociedade o brasileiro gostaria de ter, se tipo americano ou europeu é pura divagação. Não resta dúvida que pelo espírito tupiniquim, nenhuma das duas seria o ideal. Para o brasileiro o ideal é o da sombra e água fresca, dinheiro no bolso, time do coração sendo campeão, muito carnaval, praia e sol o ano inteiro – trabalhar só no gosta!
Regras para criar a sociedade ideal, perfeita, existem. São aquelas ditadas pela consciência e pelas Leis que devem ser iguais para todos e onde ninguém manda, mas todos obedecem, porque é o correto.

Aí vem os desmancha-prazer e querem tomar conta de tudo e de todos obrigando-os a dançar conforme sua musica predileta cujos acordes são: discórdia, conflito, guerra psicológica e toda forma de violência física até a do extermínio do ‘inimigo’ que existe em sua imaginação. Todos têm seu calcanhar de Aquiles, seu ponto vulnerável através do qual podem ser neutralizados.

Falar em luta do bem contra o mal, da luz e das sombras, do enganador a acusar o homem perante o Senhor, pode parecer coisa de supersticiosos. Mas como classificar os desmancha-prazer que entendem que sua medida deve servir para todos e que se infiltram e corroem tudo, a começar pelos valores morais, familiares, religiosos, culturais e tradições, solapando os recursos econômicos para manter os cidadãos acorrentados aos seus princípios e ideologias? Eles agem em surdina destruindo principalmente pela palavra. Por isso a Educação não pode ser deixada exclusivamente nas mãos do Estado, especialmente se esse Estado é incompetente, corrupto e distorce as verdades oferecendo comodidades que ludibriam os desavisados: os pais, a sociedade e os próprios educadores cooptados para a tarefa de doutrinação.

A sociedade ideal depende de constante vigilância daqueles que por princípio tem como meta o bem de todos porque isso está impregnado em seu procedimento ético e moral. O mais é filosofia barata.

sábado, 12 de abril de 2014

A MENINA E O MILAGRE DA FITA AZUL – (Conto)


Era uma vez uma menina que vivia com seus pais em um casebre. Um dia ela saiu caminhar pelas ruas da pequena cidade. Seus olhinhos curiosos se arregalaram diante de uma bonita vitrine. Timidamente entrou na loja e pediu uma fita azul igual a que a boneca exposta na vitrina usava. A vendedora comovida com um pedido tão simples presenteou-a com um metro de fita azul.
Feliz, ela correu para casa e pediu: 
- Mãe...  faz um laço de fita para eu colocar no meu cabelo.
A mãe vendo a linda fita azul nas mãos de sua filhinha tão mal vestida e suja teve uma ideia que mudaria a vida de todos. Disse: 
- Minha filha, essa fita vai ficar muito bonita em você. Vou lavar e consertar seu vestido azul enquanto você toma banho e lava os cabelos.
Rapidamente ela também se arrumou depois de limpar e arrumar a casa; no fim da tarde tudo respirava ordem e limpeza. Ao chegar do trabalho, seu marido notou a mudança. A filhinha estava linda com um laço de fita azul nos cabelos bem penteados. Era fim de semana e ele  sentiu que também podia colaborar para mudar para melhor o local onde moravam. Limpou o quintal, consertou o portão de madeira e com um resto de tinta pintou a porta e a janela da pequena casa. Uma roseira que estava perdida no meio do mato completou o quadro exibindo seu colorido.
A partir daquele dia, o casal, orgulhoso da linda filha com um laço de fita azul nos cabelos esvoaçantes ao vento, ia passear na praça nos fins de tarde. Uma simples fita azul fizera o milagre da grande mudança na vida de todos.

Moral – são pequenas atitudes que levam a grandes mudanças.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

-“NÃO CONTAMINEIS VOSSOS CORPOS COM BEBIDAS OU DROGAS”. UM DIA A HUMANIDADE APRENDERÁ A LIÇÃO!


Não contamineis vossos corpos com bebidas ou drogas. Bebidas e drogas acompanham os povos através dos tempos causando mais males do que benefícios. Ao ouvir pessoas, como o ex-presidente FHC,  dizer que é preciso quebrar tabus em relação ao uso da maconha, chega a ser uma agressão à inteligência, passando a mensagem de que educar, ensinar e conscientizar  seria perda de tempo. A educação começa no berço, em família, é reforçado pelo convívio social e pela religião e complementada pela Escola de boa qualidade. Falas desse teor equivalem a confessar a incapacidade de resolver o problema.
Cada povo tem seus alimentos próprios, os melhores para eles; melhor dizendo: tinham! Hoje com as facilidades nos intercâmbios comerciais há de tudo em todos os países que, se não os produzem, podem importar. O tradicional Jejum no sétimo dia como forma para que o corpo se recupere das más influencias, inclusive dos pensamentos, não  costuma ser obedecido nem mesmo quando a pessoa adoece e se torna um caso da própria sobrevivência. Poucos se lembram de se abster deste ou daquele alimento menos saudável. Bebidas e drogas, infelizmente passaram a fazer parte dos hábitos de muitos indivíduos, especialmente os jovens. Perderam as referencias sociais e as naturais, de ordem instintiva.
Povos que vivem em contato com a natureza sabem distinguir pelo olfato qual a fruta, folha, raiz ou semente serve ou não como alimento. Conhecem também as propriedades medicinais; os que possuem um organismo mais limpo de toxinas e entendem de fisiologia a ponto de conhecer as necessidades especificas de acordo com o meio em que vive, sabem identificar quais as melhores para si. Aliás, a natureza nos fornece um cardápio anual, pronto e acabado para ser seguido. A concentração nas cidades inibiu esses comportamentos racionais.
Se observarmos os animais eles tem um conhecimento instintivo. Basta observar um cão ou gato, por exemplo, que ainda não foi viciado pelos hábitos civilizatórios de seus donos. Instintivamente caçam, escolhem folhas digestivas para mastigar e curar-se de excessos alimentares, fazem jejuns e cuidam de seus propôs dejetos, enterrando-os. Quando impedidos desse contato com o natural, adoecem – estão até adquirindo doenças dos humanos...
Já os humanos dos últimos 50 anos se comportam de forma  bem pouco ‘civilizada’ no descarte geral e se tivessem que enfrentar o trabalho de  coletar ou produzir o que consomem, morreriam de fome ou intoxicados. Muitos hoje dependem de bolsas esmola e cestas básicas, e estão felizes por receber produtos orgânicos, por exemplo, cultivados à base de adubo ‘cama de galinha’... Não conhecem o verdadeiro sabor natural do que consomem. (Nota: esterco de galinheiro nunca era usado para hortas; este, após ser seco e tratado, era espalhado no quintal longe de plantas que fossem destinadas a produzir alimentos. Nas hortas era usado moderadamente o esterco de gado bovino, devidamente tratado e misturado com palha, restos de outras plantas e às vezes cinzas. O esterco de cavalos, após seco e tratado era usado só nos jardins.)
Voltando ao assunto, melhor um cardápio natural à moda de antigamente que não contamine o organismo além de se beneficiar da água pura e do ar não poluído. Isso depende de cada um.
Estamos em plena quaresma cristã, vivendo o progresso civilizatório do século XXI. As tentações pululam diante dos olhos – no momento são as guloseimas de chocolate: Ovos de Páscoa saborosos e tentadores que mandam para o espaço as boas intenções de qualquer regime. Nada é proibido, mas nem tudo nos convém.
Conheça um cardápio anual de dois mil anos atrás de acordo com o que a Natureza oferecia e o homem produzia:
1-     Cevada – no mês de fevereiro; 2- Trigo – março – para que o pão de cada dia cuide do corpo o ano todo; 3- uva ácida para que o corpo perca a gordura - abril; 4- em maio, coletar a uva para que sirva o suco  sirva de bebida; 5-  Junho - uva passa, doce, seca ao sol e sirva de alimento durante o restante do ano; 6- em julho e agosto – amêndoas e figos maduros – secar os que sobram para alimento nos meses em que não há frutos. 7 – de setembro em diante usar ervas / verduras que brotam após as chuvas, para purificar o sangue; leite e coalhadas.

Um dia o homem aprenderá a lição e não mais contaminará seu corpo com drogas e produtos antinaturais.


- “O que era semente faz-se erva, e o que era erva faz-se espiga, do que é espiga faz-se o pão, do pão quilo, do quilo sangue, deste semente, deste embrião, deste homem, deste cadáver, desta terra, desta pedra.’ (Giordano Bruno – Diálogos).