sexta-feira, 7 de junho de 2013

ÍNDIOS – ETERNAS CRIANÇAS? É MAIS DO QUE HORA DE ASSUMIREM RESPONSABILIDADES.



As poucas aulas para muito assunto, no curso de Etnografia Geral e do Brasil – Língua Tupi –  na Faculdade, reforçaram o conhecimento geral sobre as grandes nações indígenas da América, possíveis origens, características físicas desses povos, seus usos e costumes, aculturação, choque com os descobridores, etc. Quanto à língua tupi não passou do que conhecíamos; por falta de tempo hábil a pesquisa ficou a cargo de cada aluno.
Tivemos vários contatos com indígenas. O que pudemos observar através de estudos e desses contatos é que eles possuem uma forma diferente de encarar a vida. Embora tenham gosto e interesse por ‘coisas do branco’ não nos pareceram dispostos a abdicar da comodidade de viver sem se preocupar com nada; parecem crianças que se recusam a crescer. Essa tem sido nossa impressão. Porém, não é a regra geral, e como entre todos os diferentes povos, aqui no Brasil também há descendentes dos nativos que hoje trabalham inclusive no agro negócio sendo bem sucedidos, enquanto outros amarraram o burro na sombra como se diz no popular. 
Todos têm capacidade de aprendizado igualzinho a qualquer ser humano. Mas nem todos querem ter responsabilidades. É cômodo ter um ‘pai’ tomando conta.
Numa estadia em São Paulo – capital – conheci uma senhora descendente das famílias que acompanharam o Marechal Rondon de volta à civilização. Ela estudara e trabalhava como qualquer pessoa civilizada. Com seu salário ela ajudava um grupo de famílias indígenas que viviam em um terreno na região da Cantareira. Certo dia ela apareceu lá em casa; estava visivelmente contrariada. Perguntei se estava tudo bem e ela desabafou. Por problemas pessoais ficara duas semanas sem ir visitar as famílias. Ao chegar lá encontrou umas crianças doentes. Descobriu que o problema era fome. As provisões haviam acabado e ninguém teve a iniciativa de sair em busca de comida.  Com os olhos cheios de lágrimas disse: - ‘aqueles homens lá, sentados, dando nozinhos em cordas, não plantam nada no terreno que tem, e, nem para buscar comida prestam. Só dar nozinhos... Artesanato... Nozinhos... ‘ - Pelo que soube, os nativos em questão era tutelados pela FUNAI e sua função era produzir artesanato que era entregue a uma entidade. Estavam acomodados àquela situação e pronto. Não faziam mais nada.
A Medicina Mágica Indígena foi esquecida? – uma das atribuições do pajé era a prática da Medicina Mágica com técnicas desde o hipnotismo ao uso de ervas medicinais. Num encontro (1986) sobre medicina alternativa, um pajé curandeiro presente explicou como procurava na mata a planta medicinal para tratar o paciente – lembrete: cada paciente é um paciente e naturalmente tem um tratamento diferenciado também. A planta medicinal usada para um não era usada para outro doente com os mesmos sintomas. Ele usava a intuição e o poder de clarividência. Um pajé começava a ser formado desde a infância aproveitando os dotes e o interesse dos curumins. Essas práticas e conhecimentos estão se perdendo. Não creio que seja só culpa da civilização e do contato com o branco.

O tempo não parou. Para ninguém. Para preservar costumes não implica em destruir o outro que é origem diferente, e muito menos abdicar de conhecimentos.
Tudo o que for feito para liberar da dependência doentia a que muitos grupos indígenas ainda estão condicionados, só irá melhorar suas condições de vida. Terras há a perder de vista. E já dizia Pero Vaz de Caminha: em se plantando dá. Quem tem vontade de trabalhar, trabalha, não atrapalha.  Quanto às reservas indígenas, estabelecer metas a cumprir antes de receberem mais terras.


Uma solução à vista para o conflito no Mato Grosso: - indenização justa pelas terras cujos proprietários atuais têm títulos de posse conferidos pelo governo; eles é que têm garantido produção e riquezas para a Nação; se o governo errou, que corrija seus erros; é o mínimo que se espera.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ÍNDIOS EM PÉ DE GUERRA. ESTÁ TUDO ERRADO! ORDENS JUDICIAIS SÃO PARA CUMPRIR...


A atitude desrespeitosa de lideranças indígenas, dos tais movimentos sociais, do MST e aproveitadores da omissão do governo, o desrespeito frontal da lei e das decisões judiciais, está ultrapassando de muito os limites do tão propalado estado democrático de direito.
Nossa Constituição, em seu Artigo 1º. – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS destaca: I – Soberania; II – Cidadania; III – Dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e livre iniciativa. Os atuais militantes ideológicos contrariam todos esses itens quando, reivindicando a expropriação de terras produtivas destroem, agridem, afrontam a lei e as instituições que ficam desmoralizadas, pois não há uma voz no governo atual com autoridade para coibir os abusos. O que estamos acompanhando pela imprensa e informações de pessoas que estão vivendo o problema é estarrecedor. As minorias agora é que determinam a agenda.
O vasto território nacional tem espaço para todos viverem de forma produtiva e respeitosa – sejam índios, ou produtores rurais, sejam quilombolas, e até os que dizem querer um pedaço de terra para trabalhar – MST - os sem terra, que, até hoje, só tem contribuído para a desestabilização da vida no campo. Querer desocupar áreas produtivas com o pretexto de preservar, pois seriam terras indígenas no passado, é um discurso de ongueiros oportunistas que adotaram tribos, mas na verdade estão interessados em interferir e prejudicar o desenvolvimento do país. Vejam o que ocorreu em Roraima. Todos foram prejudicados: arrozeiros e índios.
Estamos em pleno século XXI. Basta de cultivar coitadinhos para exibir aos patrocinadores da causa indigenista e ambientalistas de araque, que vivem a custa de quem trabalha e produz. Invasões e luta armada com índio que já nem sabe mais qual é o significado do cocar, e que nem sobreviveriam se tivessem que cultivar a terra pra valer, demonstra que são massa de manobra útil a grupos que nada tem a ver com os interesses da Nação brasileira. A atitude dos representantes do governo responsáveis pela ordem e pelo cumprimento da Lei, ao se omitir e contrariar as ordens judiciais suspendendo o cumprimento do que a Justiça determinou, está avalizando o desrespeito pela ordem; a persistir essa atitude, corremos o risco de que a anarquia se estabeleça no país. Índio não é criança. Não é porque não tem barba, característica física que o distingue dos outros povos, é que vai ficar eternamente considerado um incapaz e dependente.
Para onde caminhamos? - A história que culminou com a intervenção das Forças Armadas em 1964 não precisa se repetir. Ainda é tempo de reverter a situação. Ontem ouvimos um comentário no Jornal da TV Cultura onde se levantou até a hipótese de que o Brasil também venha a  passar por uma ‘primavera’ no estilo do que ocorreu nos países do norte da África. Não quero nem pensar no assunto.
Todos são brasileiros perante a Lei em vigor. A Lei para ser respeitada. Ordens judiciais são para serem cumpridas.
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COCAR - O cocar do pajé é o símbolo que o distinguia na tribo; era aquele que tinha o dom da clarividência e a capacidade de se comunicar com o grande Espírito. O cocar é uma espécie de coroa ao redor do chakra coronário que fica no alto da cabeça; ele indica que seu portador é um detentor do conhecimento que os demais não tem. Esses conhecimentos estão se perdendo. Não creio que seja só culpa da civilização e do contato com o branco.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A ATMOSFERA MENTAL DE UMA NAÇÃO

O Brasil é considerado um país acolhedor com um povo alegre e simpático, apesar de todos os problemas de violência que enfrenta. O povo como um todo é cordial. Deveria o conjunto todo ser a expressão da cordialidade e da paz. Por que não é?
O termo médio da atmosfera mental de uma comunidade é o resultado da composição dos pensamentos das pessoas que compõe essa comunidade. Cada lugar tem suas peculiaridades, suas características, pontos fortes e fracos. O conjunto é que determina a atmosfera predominante. O local propriamente dito não é o responsável por essa atmosfera.  Ela é a soma do pensamento das pessoas que ali viveram no passado que se somou às vibrações mentais dos novos moradores do presente. Um estrangeiro notará logo o que está em harmonia ou não em relação ao que ele conhece segundo seu próprio caráter. É comum uma pessoa sentir repulsa por um lugar se nesse lugar predominar um baixo nível mental de sua população. Pessoas que viajam pelo mundo, visitando cidades antigas, imediatamente percebem as diferenças de uma região para outra. O mesmo ocorre em relação às cidades novas; tudo depende da origem dos seus habitantes que refletem na atmosfera mental local o conjunto de suas características marcantes. O que mais se percebe é o espírito da cidade e menos do individuo em particular. O ‘ar’ de uma cidade pode ser agradável, convidativo, acolhedor, e o de outra será frio, distante, retraído ou ainda negativo, e até repulsivo. Em relação às residências acontece o mesmo. Locais, mesmo de moradias novas, o ambiente pode ser pesado se, por exemplo, houve mortes ou crimes. As paredes registraram tudo e isso se fixou na atmosfera local. Presídios são locais terríveis para pessoas sensíveis. A sugestão de presídios acampamentos também possibilitaria a dispersão dos pensamentos desagradáveis de criminosos que eles próprios teriam outro ambiente mais favorável para mudar sua forma de pensar. Isso porque as pessoas também são portadoras de uma atmosfera mental de acordo com seu comportamento e caráter. Ela pode ser de luz, alegria, cordialidade, ou de discórdia, mal estar, desmancha prazeres contaminando o ambiente – seja uma residência, um salão de festas, uma sala de aula, um clube, etc.
O igual atrai o igual que, ao se somar, resulta em situações  de paz ou de guerra. Da mesma forma agem os pensamentos que ao se somarem geram um conjunto maior que resulta na atmosfera local.
No blog anterior falamos nos pensamentos – formas que entram na atmosfera psíquica de uma pessoa. É nessa linha de pensamento que se realizam os pensamentos protetores – as bênçãos – direcionados às pessoas aflitas ou necessitadas, e podem inclusive realizar curas.
Atitudes irrefletidas de alguns que se apropriam de conhecimentos para usá-los de forma inadequada, muitas vezes em benefício próprio e de forma egoísta, acaba refletindo na atmosfera geral de forma negativa  na vida de uma Nação. Cada um é responsável pela atmosfera mental boa ou má que domina ao seu redor e se propaga para somar-se com a dos demais cidadãos. Palavra aviso: - ‘Estai em guarda com aqueles que tentam conduzir-vos, não por razões ou argumentos, mas por afirmações a pretensa autoridade e um modo geral de dar ‘por assentado’ o que dizem; eles são manipuladores de mentes’.

Não é fácil vivenciar a experiência cósmica, aquela que eleva o indivíduo e a Nação. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

PARA MUDAR NOSSOS PENSAMENTOS E COLABORAR POR UM MUNDO MELHOR

As pessoas não param de pensar e emitir pensamentos. Vão espalhando vibrações em todas as direções – desde orações de agradecimentos, desejos de saúde, paz e amor, até ondas de ganância, ambição e desejos materiais acerbados pela inveja, e, muitos, infelizmente primam pela destilação de pensamentos maldosos e maliciosos, negativos, cheios de ódio e raiva, e até impõe condições e barganhas através de orações.
Uma pessoa bondosa emitirá pensamentos que levam consigo uma espécie de onda de luz, imperceptível à grande maioria, porém tão benéfica que o ambiente onde ela está reflete esse ‘alto astral’. Por outro lado, as pessoas negativas, maldosas, de índole má contaminam qualquer ambiente onde apareçam, e mesmo a distancia.
Há o alerta contra os malefícios da moderna tecnologia enquanto elemento material; porém eles se esquecem das ondas vibratórias que se propagam através dos sinais de TV, rádio, celulares, etc., e que impregnam os ambientes a grandes distancias. Os meios de comunicação podem ditar a ‘cor’ da vida que invade a nossa casa. Apesar dos males que dominam o mundo, e que não pode ser ignorado, o que está errado é o modo insistente e repetitivo com que tratam o assunto. Nada de censura. As verdades têm que ser ditas. O modo é que deve ser repensado – sem ironias.
As ondas de pensamentos emitidos atraem e são atraídas por pensamentos de caráter semelhante. Elas formam núcleos de pensamento no espaço astral. Essas ondas vibram em diferentes graus ou níveis. Cada um atrai para si os pensamentos que correspondem aos produzidos pela sua própria mente.  Portanto não envie pensamentos – desejo a não ser que tenha aprovação de sua consciência.  É o tal do ‘não faças aos outros o que não queres para ti’.
Os pensamentos formas têm vitalidade tal que agem como forças viventes. Pensamentos egoístas, negativos ou carregados de ódio e maldade devem ser evitados. Eles perturbam a vida alheia, empesteiam os ambientes, geram discórdias e provocam o inevitável retorno, mais cedo ou mais tarde. É a tal da justiça divina que pode tardar, mas não falha.  
O mundo astral está repleto de excelentes pensamentos não expressos que aguardam que as pessoas os usem. A atitude receptiva é a melhor forma de receber essas informações arquivadas no universo e disponível para todos.

Meditações positivas para seu dia a dia:
- ‘Eu sou o senhor de mim mesmo.’ – (Para quando precisar de auto controle e dominar algum comportamento ou pensamento  negativo.)

- ‘Eu irradio ondas de pensamento da mesma qualidade que desejo receber dos outros. ’ – (É o dar para receber. Qualidade por qualidade. Valor por valor. Cor por cor. Tudo tal qual desejarmos.)

- ‘ O pensamento é uma força vivente e quero aplicá-la com prudência e saber. ‘ – (Corresponde à nossa responsabilidade em relação ao mundo.) 

Se queremos um mundo melhor, aumentemos a provisão de pensamentos bons, dignos de pertencer ao imenso arquivo universal ao qual todos tem acesso.


 Lembrem-se: - ‘O depósito de pensamentos do mundo é Vosso! Vamos usá-lo de forma positiva?’

segunda-feira, 3 de junho de 2013

FUTEBOL: ANFITRIÕES “OUVIRAM DO IPIRANGA” x VISITANTES “DEUS SALVE A RAINHA”.


Maracanã lotado. Sem caxirolas ou vuvuzelas, com pontualidade britânica tem início o jogo. Saindo da minha rotina assisto a abertura da festa.  
O jogo inicia. Bola vai, bola vem. Cobranças de falta e bola não entra... É só tiro de meta. Quanta diferença dos anos 50! Nessa época comecei, por força das circunstancias, a ouvir as transmissões via rádio das partidas de futebol. Explico. É que uma colega de pensionato, corintiana fanática, não perdia um jogo no radinho a pilha que ela pegava emprestado de uma noviça gaúcha, e, que ela escondia sob o travesseiro para não incomodar as colegas de quarto.  Eu me divertia quando, no sufoco da transmissão, o gol não saía e o locutor anunciava: - ‘ e a bola saiu pela linha de fundo. Tiro de meta!’
Na copa de 1958 essa colega conseguiu entusiasmar até as freiras que passaram a se interessar discretamente pelos resultados das partidas. Passamos a ver partidas de futebol nas telas de cinema antes da apresentação do filme principal. Começavam a aparecer nomes como Garrincha, Pelé, Jairzinho e muitos outros. Nas copas seguintes, quando Brasil jogava, mesmo sem entender muito do assunto acompanhávamos os jogos pela TV, inclusive na escola, com autorização da diretora.
Eu gosto de esporte. Principalmente dos esportes olímpicos: ginástica olímpica, equitação, natação, vôlei, basquete...
Voltando ao jogo do dia: Brasil x Inglaterra. A bola não entra. Nada de gol. Começa uma interferência na TV. Mudo de canal. A Fórmula Indy está acontecendo na pista de Detroit. Paisagem linda. Dois brasileiros estão na disputa: Hélio Castro Neves e Tony Kanaan. Entre rodadas e batidas volto ao jogo. Intervalo.  Não deu para ver mais nada. Soube do resultado: empate de dois a dois. Acho que está de bom tamanho.
O que menos me agrada é essa mania de que jogo só é bom se o time ganhar. No meu ponto de vista, jogo de futebol é uma competição onde o espírito esportivo deve prevalecer acima de qualquer resultado. Parabéns aos jogadores, torcedores e ao espírito esportivo de todos.

Por falar em esporte, espírito esportivo, comportamento esportivo e linguagem adequada, pergunto mais uma vez: - ‘e os 12 corintianos presos em Oruro – Bolívia?’ 

domingo, 2 de junho de 2013

BRASIL – PAÍS JOVEM? NEM TANTO!

Demarcação de terras indígenas: -

Brasil não é um país jovem. Cada geração que aqui nasceu e cresceu após a descoberta/achamento oficial em 1500, já teve tempo de criar raízes nestes rincões que ora estão sendo contestados pelos descendentes dos antigos moradores: os índios, aborígenes, nativos.
É verdade que aqui viviam inúmeros grupos de variadas etnias indígenas espalhada pelo imenso território. Os grupos litorâneos comercializavam e trabalhavam para os traficantes de pau-brasil (!) - e, guerras, entre as diferentes tribos, eram frequentes. Não eram anjinhos. Havia os povos nativos,  andarilhos – semi nômades - das extensas regiões interioranas que vivam ao sabor  do ‘dolce far niente’ improdutivo, pois tinham tudo o que precisavam para uma vida  sem grandes esforços. Quando a mesa da natureza ficava empobrecida, eles partiam. Pelo caminho foram deixando objetos descartáveis (eles também descartavam o que não lhes servia mais, tal qual se faz atualmente): urnas funerárias, cacos de cerâmica, pedras polidas, pontas de flechas, sambaquis, cinzas do fogão improvisado, etc. Basta escavar alguns palmos em qualquer região não muito distante de água e que tenha tido condições de caça, pesca e alguma agricultura rudimentar, e lá vamos encontrar a pegada do índio.
Aí chegou o branco... As reações foram desde o acolhimento pacífico ao confronto. Também houve sua participação na expansão territorial, onde se aproveitaram para atacar inimigos pessoais; trocas e aprendizados foram mútuos.
O choque de culturas sempre ocorreu entre os diferentes povos. Com os nativos não foi diferente. Sempre a cultura mais adiantada prevalece sobre os menos desenvolvidos, que, em geral, se integram e assimilam valores que lhes permite adquirir novas técnicas, e crescer. No Brasil não foi diferente. Quinhentos anos depois estão querendo voltar ao passado? Quem é que deseja manter longe da civilização os índios que gostam de carros, relógios, celulares, internet, e todas as modernidades que a civilização oferece a qualquer cidadão? Todos são iguais perante a Lei.
A história está mal contada. A verdade é que há organizações querendo grilar terras. Falam em 25% (!) do território nacional, ou seja, mais de 2 milhões de km2. Usa os índios para seu intento. A demarcação de terras para descendentes de povos que tradicionalmente eram nômades é mentira de perna curta. Cabe às autoridades sair dos gabinetes com ar condicionado, e ir conhecer de perto o que realmente é de interesse à nação brasileira como um todo, antes de emitir ordens e apoios irresponsáveis a quem quer que seja.  Somos uma federação. Todos são brasileiros – brancos, negros, índios, mestiços. E todos são iguais perante a Lei. A medida tomada em relação à reserva indígena Raposa do Sol (RR) demonstraram o grande erro cometido inclusive contra os próprios índios. Vão repetir o mesmo erro quantas vezes?
O Brasil não é um país jovem como dizem. Tem mais que assumir sua maioridade política, social, econômica e sair desse circulo vicioso terceiro-mundista rasteiro de discurso medíocre, do ‘somos um país jovem, estamos aprendendo... ’ Somos todos descendentes de culturas milenares.

A maioridade e o senso de responsabilidade não podem ser postergados. Se pão e circo contentam a muitos, o pão e o circo têm um preço que um dia terá que ser pago! Não existe almoço grátis. Jovem também paga.

sábado, 1 de junho de 2013

O QUE É O QUE É?

- O que é o que é?
Todos têm e sabem o que é, mas ninguém consegue pegar e poucos sabem usar.
Incomoda todo mundo.
Tem cara de amigo, mas trai e perturba todos.
Caminha em todas as direções e escapa por entre os dedos.
Ora é silencioso: não fala, não ouve, não vê, não sente, não tem cheiro, nem cor, nem forma, nem peso.
Ora é barulhento, tempestuoso, intrometido – vê, ouve, fala, sente, tem cheiro, cor, forma, peso...
Pode ser dividido, multiplicado, somado, diminuído, potencializado, mas não dá para guardar nenhum pedacinho.
Chega e passa sem sair do lugar, tudo num piscar de olhos. Nunca volta.
Tem medida. Mas não tem começo nem fim.
Às vezes falta. Outras vezes, sobra. 
Dá para gastar à vontade.
É valioso e até pode ser roubado e perdido – dificilmente recuperado ou achado.
Sempre jovem pode envelhecer ou continuar sem idade eternamente.
Naturalmente, você que teve tempo para se distrair com a charada já sabe que estamos falando do Tempo – aquele que tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.
Enquanto ele (o tempo) se diverte às nossas custas, o Universo voga ao sabor dos chiados, apitos, roncos, ecos, meras ondas sonoras num movimento eterno a nos embalar eternamente. E, lá vamos nós, em busca de novas melodias escutarmos, e perenizar nas ondas do tempo que não para.
Novas perguntas de pura curiosidade aparecerão pelo caminho:
- Onde fica o céu? - E o inferno?

- Não sei. No algures haverá um lugar de encantamento, de paz, e eterna felicidade a acolher aquela onda vibratória (tu – eu – nós) escapando da corrente do tempo em busca de outra onda mais feliz e permanente.